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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

As Coisas Enquanto Pequenas

Acredito que algumas poucas pessoas têm acesso às "grandes coisas". Algumas poucas pessoas acabam nutrindo os bons lugares no estacionamento, a melhor mesa do restaurante, o lado do ônibus que não terá sol, a direção correta para os transeuntes e outra infinidade do conhecimento pouco popular. Somente algumas pessoas.

Pois estão nessas ditas “pequenas coisas" as fendas que conectam o ser ao saber. Machado de Assis que o diga, ou então o berro n'água de Quincas, o obeso da minha imaginação adolescente. Quando observado com paciência o universo nos presenteia mergulhado em euforia. Quando observamos o mapa do planeta terrestre, por exemplo, percebemos que tudo foi ligado há algum dia provando a Gondwana; quando você observa o sorvete derretendo descobre que o calor intenso está para o aquecimento global assim como Bolaños, o comediante do século XX, está para o Chaves.

E o que tem de fantástico em aproximar-se das "pequenas coisas"?! Qual o mérito daquele que preferiu ler o obituário em vez do Caderno de Economia?! Pois é, sempre preferi crer em dois conhecimentos: o "mastigado" em manchetes e salas de aula; e o adquirido com a observação, a fina observação que aflora em todos os seres, mas somente algumas poucas pessoas a desenvolvem. Somente algumas pessoas.

Está lá, no olhar distante, nos braços soltos e na boca entreaberta: a escola da paciência. Está lá pra provar do veneno destilado pelo então Rei Salomão dizendo que "no muito conhecer conheci o enfado". Pois é, Sir Salomão, as coisas são assim mesmo. Num dado momento ansiamos conhecer o suficiente para não deixar na pasta "Enviados" algo que deveria ser totalmente excluído do e-mail; noutra esfera preferiríamos desabafar para árvores fartas em seiva a fim de secá-las com nossos segredos.

Dizendo das coisas enquanto pequenas tem um grito em mim que, transfigurado, perderia a voz. NÃO SOU POETA, PORRA!!! Sou marqueteiro. Uma dose curta de vodka, por favor! Sou publicitário, não sou poeta. O poeta esconderia seus berros, eu não. O poeta gritaria com educação, eu não. O poeta observa demais. O poeta mastigaria seu fígado com eufemismos e você estaria lá, admirando a maneira como ele brinca com as palavras. Eu não! Eu quero gritar mesmo! Quero enfiar um murro na sua barriga pra ter-te bufando pouco ar no meu rosto. Cansei de ser poeta! Vou dar nome aos burros, vacas, asnos, ignorantes, filhos de puta, de Maria ou José. Seja quem for!

No entanto, cá estou, sentado nas "pequenas coisas" e sentando em cadeiras duras e mal distribuídas de uma faculdade pra provar ao sistema, pronto quando cheguei habitar esse mundo, minha ignorância, rispidez e arrogância. Finalmente eu tenho minha chance de provar a arte da manipulação. Provar o poder da palavra, da sexta-feira à noite, do hot-dog quatro queijos e... dos e-mails.
música:
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Alex Pinheiro

12 comentários:

  1. Gritar: PORRA!
    Eh ki estou precisando, mas gritar BEM ALTO, pro mundo todo ouvir!
    Correr nua, numa praça lotada, gritar dentro de um ônibus cheio, socar alguém...!
    Pequenas coisas, que quando feitas se tornam grandes dentro de si, com um triunfo enorme e uma sensação gigante de ALÍVIO!

    Ando merecendo as "grandes coisas", nem que seja apenas um lugar à sombra!

    Beijos, Abraços e Pão (seja, francês, italiano, japonês ou mesmo brasileiro) xD

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  2. Eu descobri que devo ser um marqueteiro também...

    Ou qualquer outra coisa!

    Porque poeta é que eu nao sou!

    Se pra ser poeta eu preciso ser paciente, entonces, talvez, jamais eu o seja...

    Gostar de apreciar as pequenas coisas e ser impaciente me torna é um fracassado!

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  3. Me passa teu email, que vou te encher de putaria e futilidades. Poeta não é somente lirismo. Não melhor, nem pior. Que se fodam os contrários. Ser poeta é não "...desabafar para árvores fartas em seiva, a fim de secá-las, com nossos segredos..." Abraços, poeta! Esclarecidas invenções!!!

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  4. sabe, eu me apaixono sempre pelas pequenas coisas, os detalhes, costumo dizer que a vida é um pacote de bolachas sortidas, onde a gente leva o pacote todo, mas só come as que gosta...

    grite!

    eu grito sempre!

    beijo

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  5. sabe, eu me apaixono sempre pelas pequenas coisas, os detalhes, costumo dizer que a vida é um pacote de bolachas sortidas, onde a gente leva o pacote todo, mas só come as que gosta...

    grite!

    eu grito sempre!

    beijo

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  6. passando pra ver as novidades e colocar a leitura em dia.
    abraço.

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  7. Eu gostei desse grito. Gostei. Era exatamente isso que eu tava procurando aqui, dentro de mim... essa maneira de explodir.
    Agora quero viver das 'pequenas coisas', chega de mania de grandeza.
    Eu acho que voltei.
    Beijos

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  8. Rapaz, não me achaste no amigo secreto não... Já tinha me visitado antes e eu a ti :-) E faz tempo que já te linkei.

    Ta certo, mudei meu nome lá e o layout...

    Mas sou fã dos teus inventos viu.

    Inté

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  9. Nesta época natalicia, desejo um Feliz Natal recheado de momentos bons e inesqueciveis na companhia dos que mais ama. Que a alegria e a esperança se espalhe e se concretizem no coração de cada um de nós.

    http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

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  10. Ah, voltei porque senti necessidade!
    Grandes coisas que preciso, se resume apenas...
    ...em um pouco de felicidade!

    [Mas a mim é pedir muito, já que todo mundo tem o que merece!]
    ...eu?
    Não, eu não mereço!

    Beijos!

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  11. belo texto, inútil, mas um belo texto. já passei por isso, e nada me adiantou, só aumentou minha casca de cinismo :)
    abraços

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a imagem-título é uma invenção de Mariah

 
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