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quarta-feira, 20 de junho de 2007

O Suspiro do Bibliotecário

.

Eu tenho sorte,
Mas não tenho futuro não!
Sou pouco forte
Preferi o escuro...
As palavras curtas,
O tombo do trapezista e
O canto desafinado do corista.

Eu tenho sorte,
Mas não tenho futuro não seu môço!
Eu sou pouco forte
E acabei por preferir o escuro...
Restos de comida,
Golpes de faca mal amolada e
Gritos ardidos.

Eu tenho sorte,
Mas não tenho futuro.
Sou pouco forte
Preferi o escuro...
As luvas sujas,
As últimas poltronas,
O tom mais obscuro.

Isso tudo porque tenho sorte;
Só não tenho futuro!
E ainda sou pouco forte.
Prefiro o escuro mesmo!
Observar túmulos,
Ler a vida nos búzios e
Abdicar dos indultos.

Agora,
Jogado aos vermes
Eu nem pareço ser...
Quem preferiu o escuro?!
música:Realidade Paralela(Kiko Loureiro)
.
Alex Pinheiro

9 comentários:

  1. obrigado pelo comentário.
    grande abraço pra tu e continue sempre com a sorte.
    até.

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  2. que texto demais *_*
    gostei, de verdade.
    ^^

    ResponderExcluir
  3. Gostei dos versos!

    Todos nós, um dia nos sentimos pouco fortes, sem sorte e preferimos o escuro...

    Bonitas palavras.

    Cumprimentos.

    ResponderExcluir
  4. , futuro vai vir ainda... mas em o presente vive como trapezista e voando pelas asas das palavras...
    , abraços meus.

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  5. É que o tempo é uma ilusão.
    Só existe esse agora.
    Lindo, moço!
    Quem preferirá o escuro, se só existe esse agora?
    beijo na alma

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  6. "abdicar dos indultos", � como fechar janelas nas costas, deixar o mundo pra tr�s, � revelia dos pr�prios ais!

    belo, Alex!

    []�s

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  7. adorei!
    primeiro adorei teu comentário, depois adorei teu verso. adorei.
    os vermes me lembraram Machado: a cada dia somos uma nova edição de nós mesmos. o resultado final, a obra acabada, é entregue gratuitamente aos vermes.
    bem...as palavras não são exatamente essas, mas é a idéia.

    o comentário: suas palavras me trouxeram um novo ânimo, coisas que estou desencontrando esses dias. não tenho como agradecer... estou super feliz!
    só um porém; na verdade, o bate-papo não foi com o Marx, mas com o Max... Maximillian Weber.

    lembra que te perguntei se era do tipo que conversa?; bem, é que sou pesquisadora, trabalho com tráfico transatlântico África-Brasil. temos muitas coisas interessantes, talvez você queria ver algo ou algo.

    beijos!

    ResponderExcluir

 
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