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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

A essência das coisas

Em tudo
De tudo
E sobre tudo o que disseste
E sobre todas as coisas,
Quando as coisas pouca coisa são,
Vi nascer em seus olhos a crença das coisas que nunca dei valor,
Que estiveram por um tempo escondidas
Em armarios e esquinas
De calçadas quebradas e tão vivas.

Os cortes e as coisas como foram.
A lâmpada e a música como foi.
O calor e o suor que ficou.
Os dedos do pé e os pesares.
A cama e as coisas como não foram.
Os castelos de labirintos sem saída
Que guardavam sentimentos sem nome,
Pontos de partida
E carrinhos de cachorro quente vazios.
Tudo como nunca dantes havia visto.
As coisas como só as coisas são em sua essência:
Coisas.

Um vazio, um nada
Talvez escorregadio,
Que se desprendendo perde-se no mundo através de palavras
Soadas um dia.
Sem essência,
Como as coisas o são em sua essência
Perseguindo-nos sem significado,
Libertando a música, sem palavras
E gritos mudos que persistem em existir
Nas coisas do passado.

A metade das coisas quando
Todos nós dois queríamos tudo.
Os toques curtos e longos,
Secos e intensos
Desenhando num lugar que não é cama
A metade do leito dos deuses.
Ao canto do Sol desafinado,
Forte e salgado,
Vi nascer em seus olhos a crença das coisas que nunca imaginei
Acreditar.
Mas ficamos a sós, com a metade das coisas
Como as coisas são em sua essência
Coisas...
Alex Pinheiro/Andiara Druzian

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